sexta-feira, 16 de setembro de 2011

11° dia - viagem Atacama - 15/09/2011 - Antofagasta/Tal Tal

Tudo que é bom dura pouco, chegou a hora de sair de San Pedro de Atacama e iniciar a nossa viagem de volta. Já saimos com saudade, foram 3 dias de lugares inusitados, paisagens incríveis, novos amigos, encontros, partidas, promessas de reencontros, poeira, frio, mais poeira. Durou pouco mas certamente a lembrança que levaremos durará para o resto de nossas vidas, foi uma experiência inesquecível. Tomamos café e começamos a montar as bagagens nas motos, parecia que eu havia desacostumado do ritual, as coisas não andavam, deixei cair óculos, luva, esqueci a mala aberta, esqueci de ligar o Spot, acho mesmo é que não estavamos querendo ir embora. As motos ficaram paradas todo o tempo que estivemos lá, 3 dias. Tinhamos ainda gasolina suficiente para chegar com segurança à Calama, e assim fizemos, abastecemos em Calama depois de apanhar um pouco para achar o posto, os Carabineros de Chile gentilmente nos informaram as direções. Estavamos ai a 3700 m de altitude e já não fazia mais aquele friozinho matinal. Resolvemos cortar um pouco o roteiro e não passar por Tocopilla, achamos que não valia a pena a volta para só passarmos pelos lugares, ao final do dia, vimos que deixamos de rodar 100 km. De Calama, pegamos a Ruta 25 direto para Antofagasta aonde chegamos por volta de 12:30 hs, tempo para comer um sanduiche no Mc Donald’s. Quando viajo, sei que estas lanchonetes sempre devem ter sempre o mesmo padrão, a gente sempre sabe o que vai comer. Abastecemos no posto Petrobras em frente ao Mc e terminamos o tour rápido pela cidade. Antofagasta é uma cidade portuária que fica entre as montanhas e o mar, pareceu bastante agitada e com muitas construções novas de veraneio, avenidas largas, shoppings e algum movimento. Não era o que estávamos buscando mas não atrapalhou tanto. As pessoas até aqui no Chile parecem que não se importam tanto com a nossa presença, não como na Argentina que vem conversar, ver as motos, saber para onde vamos, um que mais se importou e se incomodou com a nossa presença foi um )&#%& !( %”*$ que ficou buzinando no posto para que eu saisse da bomba, pode?! Fui lá e disse a ele que esperasse da mesma forma como eu havia esperado, não reclamou mais, acho que ele sentiu que fiquei %”*&. Bem, não é o comportamento dos chilenos, são excessões que existem em todo e qualquer lugar do mundo. Seguimos então para a nossa próxima parada, Tal Tal. Trecho um pouco difícil pelo calor e muito vento, em alguns pontos tivemos que diminuir bem a velocidade. No mais, a estrada é boa com poucos trechos irregulares e obras ao largo. Pouco movimento também de carros e caminhões, é preciso tomar cuidado com o combustível, são 300 km de nada, absolutamente nada, só deserto. Comecei a ficar ansioso para chegar à Mano del Desierto e tirar as tradicionais fotos com as motos ao lado de la Mano, confesso que fiquei um pouquinho decepcionado, esperava uma escultura mais imponente mas valeu só pelo fato de estarmos lá. Tal Tal era uma parada estratégica do nosso roteito, os trechos não poderiam passar muito dos 700 km. A cidade é pequena, e fica também entre as montanhas e o mar, a maior atividade é a  pesca. É uma cidade menor e mais sossegada que Antofagasta. Ficamos no Hotel Mi Tampi que é simples mas bem acolhedor, acho que a ducha foi a melhor até agora. A primeira sensação ao chegar à cidade é a visão da imensidão do Pacifico, já estava ansioso para chegar do outro lado. Fomos andar pela cidade, molhar a mão na água do Pacifico e paramos para comer ouriço temperado e tomar 2 cervejinhas. Depois fomos jantar, comi um congrio frito com salada mista, estava ótimo. Pedi também um pisco sauer, afinal não sou de ferro.
La Mano de Desierto
Parada obrigatória

Muito calor!






Antofagasta




Almoço no Mc Donald's








Já em Tal Tal

Pousada acolhedora em Tal Tal





Molhando a mão no Pacífico

Também fui molhar a mão, a água estava gelada






Tal Tal, entre o mar e a montanha

Por do sol em Tal Tal



Pisco para terminar o dia
Não íamos dirigir mesmo...

Nenhum comentário:

Postar um comentário